quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Entre amigas.

Eu pensei que havia me livrado de você.

Claro que não de vez, pois existem situações na minha vida em que sua presença é necessária, praticamente obrigatória, ainda que eu não queira isso.

Mas pelo menos naquele assunto em especial... Você se lembra, não lembra?

Ah, mas é claro que lembra!

Nós duas sabemos que há um assunto em particular no qual você sempre deu um jeito de se meter sem convite, e no qual sua presença não era necessária, nem bem vinda, aliás. Entretanto era só ele aparecer e lá estava você. Você e seu olhar gelado, realista e crítico. Você com a sua opinião forte, decidida e impressionantemente correta. Você.

Até que por um tempo, você deu uma trégua. Até mesmo quando esse assunto vinha à tona, onde estava você? E eu que sempre detestei a sua presença, consegui sentir fortemente a sua falta, você acredita? É, nem eu.


Mas não pense que isso é um ato de afeição gentil. Pelo contrário. Você às vezes é tão detestável que a sua incômoda presença, sempre muito intensa, faz falta sim, mas causa medo. Pânico, até.

É, porque afinal de contas, se quando você já está em tudo é extremamente humilhante e estressante, imagina então se você acaba por me pegar de surpresa?


Claro que nós tivemos nossos bons momentos.

Momentos em que por sua causa eu superei minhas próprias expectativas. Foi mais na tentativa de te fazer ir embora da minha vida, mas ainda assim eu superei a mim mesma, e suponho que isso seja algo bom. É, acho que seria mesmo, se parasse por aí.

Acontece que, novamente graças a você e a sua maldita pressão sobre mim, os meios que usei nessas ocasiões não foram, naturalmente, os mais sensatos. De fato, em alguns momentos, talvez tenham sido até autodestrutivos.

Mas, afinal de contas, indo pela sua lógica, que superação combina com sensatez, não é mesmo? Afinal, o ato de superar-nos a nós mesmos é algo extraordinário, ou seja, que vem de fora da gente, logo, é insensato para nós.

E o mais impressionante nisso é que depois de tudo, quando eu me torturava na tentativa de acreditar naquele velho jargão que diz que os fins justificam os meios, lá estava você!

Sim, você que havia me induzido a toda essa teoria babaca, estava bem ali, me dizendo que eu era mesmo uma fracassada por ter tido atitudes tão inúteis. Que eu era, aliás, tão inútil quanto à própria situação ridícula na qual eu mesma havia me colocado.


Porém, como eu disse no início, é impossível me livrar de você de vez. Mas agora que nos distanciamos um pouco, vejo que você sente mais a minha falta do que eu a sua.

E nem tente negar. A sua insistência petulante em me procurar em todos os lugares onde estou, em tudo o que faço, mostra isso claramente.
E esse é o motivo de eu estar escrevendo pra você!


Veja bem, apesar dos nossos autos e baixos, e baixos e baixos, preciso dizer que sinto uma pontinha de remorso (aliás, um grande aliado seu, naquelas memoráveis festas em que eu era sua convidada VIP! Lembra?) por não estar mais tão ligada a você como antigamente, sabe? Por não estarmos tão unidas, eu e você, você e eu.

Só de estar escrevendo isso, já quase posso ver seu olhar virar de indignação, mas, por favor, não fique assim!

É que agora eu não me supero em mais nada, entende? Na verdade, não faço muitas das coisas que nos mantinham tão unidas, o que nos traz a esse afastamento, mas volto a dizer: tenho absoluta certeza que nós ainda vamos nos ver muito! É algo inevitável, eu bem sei.


Mas não agora.

Agora as coisas menos pessoais tomam conta da minha agenda, e aquilo que já faz parte de mim, que praticamente mora nas minhas entranhas, acabou ficando um pouco pra escanteio, entende? Afinal de contas, o que já está conosco, nunca se vai. E você, colega, já faz parte da minha vida e de mim. Sempre fez, não é?
Aliás, a maior prova disso, é que mesmo agora que nós não estamos tão ligadas, ainda te sinto aqui comigo.


A diferença é que hoje eu sei que você apenas está em mim, entranhada e selada. Mas é só isso, nada mais. Você apenas vive em mim. Na verdade somos tão uma na outra, que quase posso afirmar que somos uma só.

Mas agora eu sei que eu não pertenço a você, e nem você a mim. E nunca pertenci. Nem a você, nem a nada do que você me fazia crer que eu pertencia.
Não passava de uma ilusão patética criada por você e acreditada por mim.


Mas ainda assim estou ansiosa, cara amiga, para o nosso próximo encontro mais íntimo.

É, porque eu sei que você vai dar um jeito de sair de mim e tentar me tomar para você novamente, um dia desses.
Pergunto-me apenas se você, colega, é capaz de fazer isso agora que me encontro nesse curioso estado de superação sensata, que, a propósito, foi alcançada sem a sua ajuda e que acredite se quiser, não é ilusório e sim, bem real.


Minha grande dúvida é se eu mesma entendo tudo isso o suficiente para mostrar-me a você, cara amiga Culpa, sem me perder no meio do caminho.


Nunca sua,

J, the little writter.

domingo, 19 de abril de 2009

Fusão

de sentimentos.
Pois é.

Um sobre o outro. E sobre o outro e o outro.
E uma enorme confusão.

As pessoas olham e perguntam o que está errado, qual é o problema.
- Qual é o problema, garota?
- O que está errado, garota?
- Você está viva, garota?
- Garota?

O que dizer? Olho pra todos eles e não consigo entender.
Me desculpem, não posso responder.
Não agora.
Tô tentando entender a confusão dentro de mim.

Mas é claro que algo está errado!
É toda essa porcaria que rola dentro de mim. Rola e se enrola. Enrola e nunca desenrola.
Eles. Os sentimentos.

Mas qual é o sentido do sentir? Pra que que a gente tem que sentir tanta coisa, afinal?

Eu gostaria de ter a opção de controlar esses tais sentimentos, de mudar. Afinal, se nossos pensamentos e opiniões, que são igualmente internos, podem ser mudados por nós mesmos a todo instante, porque não podemos mudar também sentimentos?

Eu queria a opção de não sentir, mas não de uma forma geral. Existem sentimentos bons dos quais eu não abriria mão, mas alguns.

Na verdade gostaria apenas de não sentir nada em relação a mim mesma. Sensações internas, obscuras, tudo isso que eu não entendo e ninguém pode explicar.
Essa porcaria toda de hoje. Agora.

É muito fácil explicar o que você sente por alguém ou algo externo. É fácil descrever essas sensações pra si mesmo e pras outras pessoas.

Mas e quando você sente algo dentro de você que não sabe o que é, nem como é, nem porque é?
Enlouquece!
E sempre que você acha que está quase descobrindo, chegando lá... Aparece outro e se enrola nesse.
E denovo. Fusões e mais fusões internas, verdadeiros terremotos, que você não vê, não entende, mas sente. E como sente!

E as pessoas não enxergam esses tremores, essa confusão. Definitivamente não enxergam.
Mas ainda assim perguntam se eu tenho algum problema, se algo está errado.
Me pergunto... Será que quem está fora não vê, não ouve, não enlouquece, mas sente?

É uma grande pergunta, mas me desculpem, não posso responder. Não agora.
Tô tentando entender a confusão dentro de mim.

Tô tentando não sentir mais nada.
Tô tentando ignorar tudo isso.

E pode levar algum tempo. Muito.

domingo, 5 de abril de 2009

E pra se encontrar,

quando nos perdemos em nós mesmos, qual é o caminho?

Gostaria muito de poder responder, mas não sei.
Porém, algo me diz que esse é um caminho muito fácil de ser seguido quando sabemos onde ele está, e que o difícil mesmo é conseguir reencontrá-lo quando nos perdemos.

Mas afinal, se é um caminho tão fácil de se manter, como a gente se perde com tanta frequencia? Mais uma vez não sei responder. (Aliás, vale a pena dizer que o que vocês mais vão encontrar aqui são perguntas sem respostas, uma série de teorias, tentativas de responder e nenhuma certeza.)

Retomando então, como se perder de algo em que é fácil manter-se?
Eu diria que a dificuldade que temos é a confusão.
Vou explicar. Digamos que, metaforicamente falando, esse "nosso" caminho é uma linha reta (pelo fato de ser fácil). Pra nos mantermos nele, sem se perder, a única coisa que temos que fazer é seguir reto, num caminho simples, afinal, se é de lidarmos com nós mesmos que estamos falando, não pode ser tão complicado.

Mas e se de repente, no meio desse caminho aparece uma curva?
A gente sabe que o nosso lugar, o nosso caminho é aquele onde estamos, mas ao olharmos pra essa curva vemos uma estrada reta extremamente parecida com a nossa, mas notamos que aparentemente, olhando assim de longe, ela tem menos pedras pra desviar, menos obstáculos, mais facilidades... o que você sentiria?

Eu me sentiria confusa, afinal, um caminho tão igual ao que eu estou no momento, poderia dar no mesmo lugar. E ninguém gosta de dificuldades, certo? Quanto menos melhor, então, eu pensaria: "Se der no mesmo lugar, e se for mesmo mais fácil, porque não?".
E você, também?

Pois é, o nome disso é confusão.
E se decidimos dobrar a curva e entrar nesse caminho, imediatamente nos perdemos do outro, ou seja, de nós mesmos. Passamos a enxergarmo-nos de formas diferentes, inversas ao que somos, e na mesma hora notamos que visto de dentro, esse caminho tem coisas muito mais complicadas do que as pedras e obstáculos difíceis, porém suportáveis, que existiam antes.
Enfim, provavelmente, sair dessa confusão toda vai ser no mínimo (e ironicamente) confuso.

Imagine só você estar perdido em quem você não é, tendo apenas você mesmo como pista pra voltar? Estar vivendo em uma espécie de reflexo de onde deveria estar de fato. De um jeito aparentemente parecido, quase idêntico ao que você costumava viver, mas que na verdade é exatamente o contrário.

Acho que é isso que essa bifurcação, essa curva que aparece na nossa 'caminhada' em nós mesmos significa.
E talvez seja inevitável que a gente se engane, se confunda mesmo e entre nesse caminho. Como aprendizado, como forma de nos conhecermos melhor ao voltarmos talvez, enfim, com algum objetivo, mas inevitável e sem excessão à nenhum de nós.

E a resposta à questão inicial, sobre como encontrar esse caminho quando o perdemos, quanto à ela eu não tenho nada concreto pra opinar.
Talvez seja algo pessoal. Talvez cada um de nós se perca em diferentes aspectos. Alguns se enganando, outros enganando os outros sobre si mesmos, alguns tomando decisões erradas, outros se maltratando ou aos outros, enfim, cada um se perdendo em diferentes curvas, e a forma de voltar ao caminho certo, à nossa realidade, seja algo que cada um tenha que descobrir por si só.

E pensando bem, se for mesmo inevitável todos nós passarmos por essa curva contrária ao nosso caminho, pode-se dizer que ela faz parte dele afinal, certo?
Cabe a cada um de nós responder, eu acho.

Só por hoje.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Mudanças vs Ser Humano

Bom, antes de mais nada, quero me desculpar pela ausência aqui esses dias. Eu estive doente, e não estava em condições de digitar muito bem.
Não que importe de fato, sinceramente eu não acho que alguém acompanhe aqui, até porque escrevo mais pra mim do que pra qualquer um, mas nunca se sabe, então achei que seria educado da minha parte justificar.

Enfim, eu estive pensando... Sabe quando você escuta os seus avós dizerem: "Aaah, como eu queria que as coisas continuassem como eram no meu tempo, e nada mudasse para o que é hoje! Porque no meu tempo era assim, assim e assado!"?
Pois então, essa é uma boa comparação com o que está na minha mente hoje.

Mudanças.
Mudanças e as pessoas que mudam.
Mudanças e as pessoas que observam as que mudam.
Mudanças e as pessoas que observam as que mudam e não aceitam de forma alguma.

Ainda que seja uma mudança boa. Ou não tão ruim. Ou que de repente nem afete a vida destes últimos direta ou indiretamente. Nada disso importa, a resposta é “Não, eu não aceito. E não discuta”.

Familiar? Não sei pra você, mas pra mim é.
Não, não estou falando dos meus avós. Nem de ninguém especificamente.

Estive pensando sobre a importância que o ato de mudar pode ter na nossa vida. E na diferença que as nossas mudanças podem ter na vida de quem nos cerca e nos ama, ainda que não os afete de fato, em nada.

Quero dizer, responda: Você, quando decide mudar algo na sua vida, algo que só vá afetar a ela, você costuma pensar em como vão SE SENTIR as pessoas que amam você?
Não sei o qual foi a sua resposta, mas eu responderia não.
Pense bem... É uma mudança pra você apenas, não vai mudar nada na vida de ninguém, apenas na sua, logo, como outro alguém poderia se sentir mal, certo?

Não, errado. Ou pelo menos não inteiramente certo.

Como sempre, eu me surpreendi com o ser humano.
Imagine se uma das pessoas que você considera muito importantes, não aceitasse o fato de você fazer uma mudança na sua vida, na sua personalidade, uma tentativa de se "melhorar", por sentir medo de que se você for diferente, o seu amor, sua forma de tratá-la vão mudar também. E por medo apenas, não queira que você tente mudar, não aceite.

Achou estranho? Eu não mais.
Parando pra pensar, e analisando bem cada uma das pessoas que eu mais confio nesse mundo, eu achei mais pessoas que já demonstraram sinais de ter esse medo, do que as que nunca demonstraram nada.
E procurando mais fundo, lembrei de situações em que eu mesma não quis aceitar mudanças na vida de alguém importante pra mim, por medo de perder essa pessoa. E foi mais de uma vez.

Por fim, acho que cheguei à conclusão de que todos nós sentimos esse medo de mudanças em alguém, e temos alguém que sente o mesmo em relação a nós.

Acho que é no mínimo fascinante saber que no meio desse mundo que sabemos ser uma selva, onde ninguém de fato se importa com o próximo, TODOS NÓS temos alguém que nos ama e nos aceita tão exatamente do jeito que somos, a ponto de desenvolver MEDO de nos perder para as mudanças, evolução, novos tempos, personalidade nova, ou qualquer que seja a mudança que queremos pra nós...

Acho isso realmente fantástico.

Fico por aqui.

terça-feira, 31 de março de 2009

Metade cheio ou metade vazio?

Ou seria totalmente cheio ou totalmente vazio?
QUAL é a verdade sobre o estado natural do complexo conjunto "corpo, alma e mente" do ser humano?

Eu não sei responder isso. Mas aparentemente sei levantar várias questões sobre, até porque estou tratando de um assunto que diz respeito à nada menos do que... eu mesma. E você, você e você.
Seria imprudente dizer que alguém pode ter equilíbrio pleno entre essas três partes que nos fazem um só.

Por exemplo, se uma pessoa tem o corpo, uma saúde física estável, ela com certeza se esforça pra isso. Mas, ainda assim, você pode ter certeza que a mente dela tem lesões mais significativas do as físicas, o que já a torna apenas "metade cheia". Ou talvez metade vazia, depende muito do que cada um considera conteúdo.
(Mas esse é um assunto pra ser abordado e desfragmentado em uma outra ocasião.
Ah, as prioridades humanas... Tão fascinantes!)


Continuando então.
E se alguém, do contrário, tem a mente quase que em perfeito equilibrio (e devo dizer que nos meus 20 anos de caminhada por esse mundo, nunca ouvi falar sobre alguém com essa característica), o seu físico certamente não está em perfeita sintonia com essa mente surpreendente, e ainda que esteja, a alma dessa pessoa provavelmente tem muitos assuntos "espirituais" (não sei se existe algum outro termo pro que estou tentando dizer, mas não achei outro melhor) pendentes, até porque ter estabilidade na "trindade humana" em questão, seria o mesmo que assumir ter uma anomalia, especialmente no mundo de hoje.
Logo, mais um tipo que pode ser considero metade vazio. Ou metade cheio, mas definitivamente incompleto.

E o mais engraçado nisso tudo é que essa é uma conclusão extremamente fácil de se chegar, qualquer um chegaria nela uma hora se parasse pra pensar.
E ainda assim o ser humano parece estar sempre buscando caminhos, formas para igualar a tal da trindade, ou chegar o mais próximo disso possível. Seja através de religiões para juntar a mente com a alma quando o "corpo" se for, seja consultando horóscopos, cartomantes, lendo livros de auto-ajuda, estudando ideologias independentes que falem sobre o assunto, (e sobre ideologias, eu mesma já estudei uma ou duas para conhecer, e devo dizer que elas abordam esse assunto já tão complexo, de forma mais complicada ainda), entre outras coisas mais.

Ou seja, quanto mais claro fica que nós jamais seremos inteiramente cheios ou vazios, quanto mais a vida nos mostra e até mesmo prova isso, mais nós tentamos desesperadamente provar o contrário. Ou melhor, tentamos fazer acontecer o contrário.
Nos prendemos como um nó cego nessas "soluções" para atingirmos a plenitude entre esses 3 elementos, mesmo depois de saber que é impossível. E em casos mais extremos, acabamos aumentando um pouco esse desequilíbrio com que já nascemos.

Na minha opinião, acho que se somos imperfeitos, imcompletos e "desequilibrados" (se tratando do equilíbrio entre corpo-espírito-mente), somos assim porque é pra ser, e se não nos preocupássemos tanto em mudar esse fato, aguentaríamos as tribulações da vida muito mais facilmente, pois ficaríamos do jeito que nos cabe ser, e ponto final, não insista.
Mas a partir do momento que tentamos mexer onde não temos total acesso e muito menos conhecimento suficiente, nós mesmos nos desequilibramos, e acabamos tendo que passar por muito mais do que aquilo que podemos aguentar.

Hoje é só isso.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Lucidez: Verdade ou utopia?

Utopia ou sacanagem?

Na verdade, pra ser bem sincera não acho possível a existência de tal coisa.

Porque a vida não dá aberturas para que se exista em algum momento, pra qualquer um, a lucidez. E porque? Não sei, por um paradoxo muito complexo, (e eu não vou nem começar a falar sobre ISSO), eu cheguei a infeliz conclusão de que a vida é apenas uma grande piadista, uma sarrista mesmo (provavelmente adepta do humor negro) que usa todos nós como fantoches do seu show para quem quer que seja.
Aliás, abrindo um breve parêntese no meu raciocínio, dizem por aí que o sonho de quase todos os mais bem sucedidos humoristas do mundo, é escrever um romance, do tipo melancólico, depressivo e quanto mais sádico melhor. Alguma familiaridade com a forma com que a vida TE trata?

É, eu também.


Retomando então nosso assunto, acho sim que a lucidez seja uma utopia, ou até mesmo não seja nada. Pelo menos a lucidez PLENA, porque levando em conta que a maior parte do tempo estamos reclamando de tudo, e nos depreciando sempre que vemos uma brecha (aliás, agora ao invés de culparmos nossos filhos/pai/cônjuges e etc, podemos apenas dizer que faz parte das brincadeiras da nossa humorista aí, não é mesmo?), enfim, entre tantas outras formas de estarmos sempre nos colocando em desequilíbrio conosco e com as pessoas ao nosso redor, posso perfeitamente dizer que qualquer se­gundo de lucidez que chegue até nós, é um suplício.
Isso quando não é apenas um sonho, do qual, aliás, acordamos sempre muito rápido.

Sinceramente... Quem hj em dia é plenamente lúcido? Ou, até mesmo periodicamente lúcido?
A resposta é ninguém. Ninguém é. A vida te move e você tem que seguir o fluxo, goste ou não. E fim de história.
As pessoas tem esses raros momentos de lúcidez, que deveriam ser guardados, e fechados à sete chaves. O resto, é tudo uma grande encenação, porque ninguém consegue a proeza de ser lúcido, até porque, o MUNDO se tornou uma verdadeira loucura.
E sendo assim, hoje nós todos vivemos em uma louca e medíocre sacanagem.

Não acho um termo melhor pra o que chamam de vida. E nem vou achar.

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