Ou seria totalmente cheio ou totalmente vazio?
QUAL é a verdade sobre o estado natural do complexo conjunto "corpo, alma e mente" do ser humano?
Eu não sei responder isso. Mas aparentemente sei levantar várias questões sobre, até porque estou tratando de um assunto que diz respeito à nada menos do que... eu mesma. E você, você e você.
Seria imprudente dizer que alguém pode ter equilíbrio pleno entre essas três partes que nos fazem um só.
Por exemplo, se uma pessoa tem o corpo, uma saúde física estável, ela com certeza se esforça pra isso. Mas, ainda assim, você pode ter certeza que a mente dela tem lesões mais significativas do as físicas, o que já a torna apenas "metade cheia". Ou talvez metade vazia, depende muito do que cada um considera conteúdo.
(Mas esse é um assunto pra ser abordado e desfragmentado em uma outra ocasião.
Ah, as prioridades humanas... Tão fascinantes!)
Continuando então.
E se alguém, do contrário, tem a mente quase que em perfeito equilibrio (e devo dizer que nos meus 20 anos de caminhada por esse mundo, nunca ouvi falar sobre alguém com essa característica), o seu físico certamente não está em perfeita sintonia com essa mente surpreendente, e ainda que esteja, a alma dessa pessoa provavelmente tem muitos assuntos "espirituais" (não sei se existe algum outro termo pro que estou tentando dizer, mas não achei outro melhor) pendentes, até porque ter estabilidade na "trindade humana" em questão, seria o mesmo que assumir ter uma anomalia, especialmente no mundo de hoje.
Logo, mais um tipo que pode ser considero metade vazio. Ou metade cheio, mas definitivamente incompleto.
E o mais engraçado nisso tudo é que essa é uma conclusão extremamente fácil de se chegar, qualquer um chegaria nela uma hora se parasse pra pensar.
E ainda assim o ser humano parece estar sempre buscando caminhos, formas para igualar a tal da trindade, ou chegar o mais próximo disso possível. Seja através de religiões para juntar a mente com a alma quando o "corpo" se for, seja consultando horóscopos, cartomantes, lendo livros de auto-ajuda, estudando ideologias independentes que falem sobre o assunto, (e sobre ideologias, eu mesma já estudei uma ou duas para conhecer, e devo dizer que elas abordam esse assunto já tão complexo, de forma mais complicada ainda), entre outras coisas mais.
Ou seja, quanto mais claro fica que nós jamais seremos inteiramente cheios ou vazios, quanto mais a vida nos mostra e até mesmo prova isso, mais nós tentamos desesperadamente provar o contrário. Ou melhor, tentamos fazer acontecer o contrário.
Nos prendemos como um nó cego nessas "soluções" para atingirmos a plenitude entre esses 3 elementos, mesmo depois de saber que é impossível. E em casos mais extremos, acabamos aumentando um pouco esse desequilíbrio com que já nascemos.
Na minha opinião, acho que se somos imperfeitos, imcompletos e "desequilibrados" (se tratando do equilíbrio entre corpo-espírito-mente), somos assim porque é pra ser, e se não nos preocupássemos tanto em mudar esse fato, aguentaríamos as tribulações da vida muito mais facilmente, pois ficaríamos do jeito que nos cabe ser, e ponto final, não insista.
Mas a partir do momento que tentamos mexer onde não temos total acesso e muito menos conhecimento suficiente, nós mesmos nos desequilibramos, e acabamos tendo que passar por muito mais do que aquilo que podemos aguentar.
Hoje é só isso.
terça-feira, 31 de março de 2009
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prefiro pensar sempre em metade cheio.
ResponderExcluirpq agente faz isso com nos mesmas??
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