domingo, 5 de abril de 2009

E pra se encontrar,

quando nos perdemos em nós mesmos, qual é o caminho?

Gostaria muito de poder responder, mas não sei.
Porém, algo me diz que esse é um caminho muito fácil de ser seguido quando sabemos onde ele está, e que o difícil mesmo é conseguir reencontrá-lo quando nos perdemos.

Mas afinal, se é um caminho tão fácil de se manter, como a gente se perde com tanta frequencia? Mais uma vez não sei responder. (Aliás, vale a pena dizer que o que vocês mais vão encontrar aqui são perguntas sem respostas, uma série de teorias, tentativas de responder e nenhuma certeza.)

Retomando então, como se perder de algo em que é fácil manter-se?
Eu diria que a dificuldade que temos é a confusão.
Vou explicar. Digamos que, metaforicamente falando, esse "nosso" caminho é uma linha reta (pelo fato de ser fácil). Pra nos mantermos nele, sem se perder, a única coisa que temos que fazer é seguir reto, num caminho simples, afinal, se é de lidarmos com nós mesmos que estamos falando, não pode ser tão complicado.

Mas e se de repente, no meio desse caminho aparece uma curva?
A gente sabe que o nosso lugar, o nosso caminho é aquele onde estamos, mas ao olharmos pra essa curva vemos uma estrada reta extremamente parecida com a nossa, mas notamos que aparentemente, olhando assim de longe, ela tem menos pedras pra desviar, menos obstáculos, mais facilidades... o que você sentiria?

Eu me sentiria confusa, afinal, um caminho tão igual ao que eu estou no momento, poderia dar no mesmo lugar. E ninguém gosta de dificuldades, certo? Quanto menos melhor, então, eu pensaria: "Se der no mesmo lugar, e se for mesmo mais fácil, porque não?".
E você, também?

Pois é, o nome disso é confusão.
E se decidimos dobrar a curva e entrar nesse caminho, imediatamente nos perdemos do outro, ou seja, de nós mesmos. Passamos a enxergarmo-nos de formas diferentes, inversas ao que somos, e na mesma hora notamos que visto de dentro, esse caminho tem coisas muito mais complicadas do que as pedras e obstáculos difíceis, porém suportáveis, que existiam antes.
Enfim, provavelmente, sair dessa confusão toda vai ser no mínimo (e ironicamente) confuso.

Imagine só você estar perdido em quem você não é, tendo apenas você mesmo como pista pra voltar? Estar vivendo em uma espécie de reflexo de onde deveria estar de fato. De um jeito aparentemente parecido, quase idêntico ao que você costumava viver, mas que na verdade é exatamente o contrário.

Acho que é isso que essa bifurcação, essa curva que aparece na nossa 'caminhada' em nós mesmos significa.
E talvez seja inevitável que a gente se engane, se confunda mesmo e entre nesse caminho. Como aprendizado, como forma de nos conhecermos melhor ao voltarmos talvez, enfim, com algum objetivo, mas inevitável e sem excessão à nenhum de nós.

E a resposta à questão inicial, sobre como encontrar esse caminho quando o perdemos, quanto à ela eu não tenho nada concreto pra opinar.
Talvez seja algo pessoal. Talvez cada um de nós se perca em diferentes aspectos. Alguns se enganando, outros enganando os outros sobre si mesmos, alguns tomando decisões erradas, outros se maltratando ou aos outros, enfim, cada um se perdendo em diferentes curvas, e a forma de voltar ao caminho certo, à nossa realidade, seja algo que cada um tenha que descobrir por si só.

E pensando bem, se for mesmo inevitável todos nós passarmos por essa curva contrária ao nosso caminho, pode-se dizer que ela faz parte dele afinal, certo?
Cabe a cada um de nós responder, eu acho.

Só por hoje.

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