terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Morte. Quase. Quase morte.

Quase morro de tudo.
Sempre.

Devo ter uma espiritualidade muito elevada porque já tive essas experiências de quase morte várias vezes. Já quase morri de vergonha, de desejo, de raiva, de dor, de alegria... Quase morro toda hora.
Tô quase morrendo aqui.

Por isso eu sempre digo, melhor levar a vida mais à sério que a morte. Porque vida, vida mesmo, é algo raro de se achar. Normalmente a gente nem vive, só sobrevive. E mal sobrevive, porque o faz quase morrendo, aliás, mais morrendo do que sobrevivendo.
Aí é que a merda se faz.

No meu caso, já que é sobre isso que estou dissertando, provavelmente as pessoas vivem a minha vida muito mais do que eu a vivo. E as piores pessoas, aquelas que não deveriam se meter.

Mas acho que tudo bem, porque, pra variar, eu sobrevivo. Preciso, né? Inspirar e expirar...
E isso é tudo.

Sigo quase morrendo.

4 comentários:

  1. Me lembrou algo que meu avô (sábio Luiz Ferreira) me disse a um tempo: "Se der pra escolher.. Escolha 30 bem vividos e não 90 anos sobrevividos.."
    Minha mãe falou se não dava pra ficar com uns 60 no meio termo xD
    Enfim..

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  2. Rs, sua mãeé sábia.

    Mas escrevi isso pensando em algo que me acontecia/acontece com frequência, e que vai além da questão do tempo na terra ou qualidade da vida.

    É mais... Realmente uma falta de vida. Falta de ser, ausência de tudo, exceto do fingimento, em todos os lugares.
    Sobre-VIVA. Sobre-VIDA.

    Sobre a falta da vida.
    De sempre, mesmo vivendo.

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  3. Até nas respostas dos comentários vc segue a sua "lógica construtiva" *-*
    Hehehehe...

    Quer uma mão pra viver? :D

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  4. É, né? É espontâneo, haha.

    Não, não, obrigada.
    A falta de vida já se entranhou em mim. E eu aprendi a controlá-la. Sempre.

    Ou quase sempre. Vai saber.

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