Às vezes nós falamos, mudamente.
Ou ficamos mudos, enquanto tagarelamos.
É um paradoxo, acho.
Nós vivemos em paradoxo.
Vivemos em julgamentos.
Vivemos em fingimentos.
Vivemos fingindo que gostamos.
Vivemos fingindo que não ligamos.
Vivemos fingindo que não nos importamos.
Quando tudo o que fazemos é por nos importarmos demais, especialmente quando negamos tal importância cedida.
Paradoxo demente.
Doentio.
Nós vivemos na doença.
Nós fodemos uns aos outros e nós mesmos só pra provarmos que tal doença da personalidade não existe.
Nós beijamos e abraçamos aquilo ou aqueles de quem temos nojo só pra não cairmos na "demência" de dizermos a verdade.
Nós calamos a verdade, temos medo dos olhares que sentimos serem acusatórios, isso porque nem sabemos se isso este é um fato, apenas imaginamos, e calamos a pergunta que poria fim ao início de tal tortura mental.
Doença.
Câncer do medo, da angústia, da falsidade, da hipocrisia.
Demência.
E acabamos doentes dos nossos corpos.
Corpos doentes de mentes silenciosas.
Corpos doentes de mentes que gritam mentiras, por medo.
Corpo que disserta parábolas em forma de manchas e doenças por culpa de uma mente que silencia.
O corpo que fala sobre a mente que cala.
Nós somos doentes mentais.
Nós somos físicos doentes.
Nós somos cem por cento esquálidos e definhamos em nós mesmos, cobrindo tudo com uma máscara natural.
Somos todos dementes.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
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"Vivemos fingindo que gostamos.
ResponderExcluirVivemos fingindo que não ligamos.
Vivemos fingindo que não nos importamos.
Quando tudo o que fazemos é por nos importarmos demais"
Verdade que teimamos em negar... =P
Devemos ser todos doentes da mente mesmo, ou dementes...
A doença provém da sociedade. A sociedade doente que adoece a vida, a mente, a alma...
ResponderExcluirÉ tudo herança do ser humano. E vai continuar.